Hoje o dia está nublado e não há muita coisa a fazer...
Então me perco em pensamentos de um lugar onde somos apenas eu e você, de pouco
a pouco eu pego no sono e sou levado a esse lugar... Olha só, nós dois ali
juntos e despreocupados com o mundo lá fora, porém o fim está logo adiante, é
inevitável, não há como adiar.
Você está tão feliz, não sei como dizer adeus, não quis
deixar isso morrer, então tentei evitar o fim, tentei ir pelo caminho mais
longo, e sim, pensei que tinha enganado o destino, mas não houve como
escapar... Como a areia que escorre pelo vão entre os dedos perdi você, não há
palavras que descrevem o que senti nada se compara a dor de perder você.
Não há como explicar a dor que senti ao enterrar nosso amor
que junto com a minha alegria se foi, meu paraíso virou de cabeça para baixo,
pois sem você não há razão, não há motivos para continuar. Então me prendo em um passado rodeado de
pensamentos, não há mais nada a se fazer.
Então acordo com o barulho da chuva no telhado, há algo
estranho em mim, não sei explicar o que é, ao levantar da cama me deparo com
alguém, ele está de costas veste um sobretudo preto velho, fico sem saber o que
falar, sem saber o que fazer quando escuto:
"Lembra-se de mim?” “Não, quem é você?”, ele se vira e tira o capuz, quando me deparo com o fantasma do nosso amor que junto com meu sorriso se foi, e agora ele está aqui novamente para me assombrar.
- Siloé Spunar
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